O Biscoito Fino e a Massa combate as falsas simetrias desde outubro de 2004. Outro dia, numa mesa de bar, tive que ouvir a velha história de que “machismo” e “feminismo” são duas coisas idênticas; de que as mulheres deveriam abandonar essa história de feminismo porque … afinal de contas, somos todos seres humanos! Uma amiga querida, feminista, encarregou-se de explicar o óbvio: que o machismo é a justificativa ideológica de uma opressão milenar, que subjuga as mulheres, relega-as à condição de serventes, e que o feminismo representa a luta por uma sociedade em que todos tenhamos os mesmos direitos– uma sociedade em que as mulheres possam, por exemplo, legislar sobre seu próprio útero. Daí, a conversa da nossa interlocutora descambou para a discussão do racismo, onde ela de novo repetia a ladainha de que uma camisa 100% negro e uma camisa 100% branco representavam coisas igualmente reprováveis, como se não tivesse havido aquele pequeno detalhe chamado escravidão. Continue lendo ‘Ateus, saiam do armário! Ateísmo e falsas simetrias’
Ateus, saiam do armário! Ateísmo e falsas simetrias
Publicado Novembro 17, 2009 r Artigos Deixar um ComentárioO escritor português José Saramago, prêmio Nobel de Literatura em 1998, voltou a criticar a Bíblia nesta quarta-feira, reavivando a polêmica levantada por seus comentários por ocasião do lançamento de seu novo livro, “Caim”.
O romancista português, conhecido por suas posições de esquerda e seu gosto pela provocação, disse no domingo que a Bíblia é um “manual de maus costumes”. Seu mais recente livro conta, com bastante ironia, a história de Caim, filho de Adão e Eva que matou o irmão Abel. Continue lendo ‘“Deus da Bíblia é má pessoa”, diz José Saramago’
Chegamos no limiar da ignorancia humana e por mais incrível que isso pareça, o vídeo é recente, data no youtube de 10 de julho de 2009.
O vídeo que postei abaixo, mostra cinco pessoas pessoas “>sendo queimadas vivas acusadas de bruxaria, uma dessas pessoas é uma senhora bem idosa, onde podemos inclusive perceber a fragilidade de seus movimentos na tentativa inútil de prevenir-se do sofrimento.
Escrevo este post desolado, sentindo-me triste em presenciar tamanha covardia por simples e pura falta de informação.
Aviso que o vídeo é forte, contém cenas de violência e corpos em chamas, talvez algumas pessoas não se sintam a vontade diante tal conteúdo, mas ainda assim posto o vídeo para reforçar a teoria de que a religião alimenta-se da ignorância humana e que nós ateus devemos preocuparmo-nos com o caminho que isto vem tomando.
Assista se estiver disposto e comente.
Fonte: Humor ateu – http://humorateu.blogspot.com/2009/10/pessoas-queimadas-vivas.html
“Bíblia é manual de maus costumes”, diz o escritor José Saramago
Publicado Outubro 21, 2009 r Artigos Deixar um ComentárioSobre o livro Caim, que é apresentado hoje a nível mundial, o escritor defendeu que “na Igreja Católica não vai causar problemas porque os católicos não lêem a Bíblia”. Mas admitiu que poderá gerar reacções entre os judeus.
“A Bíblia passou mil anos, dezenas de gerações, a ser escrita, mas sempre sob a dominante de um Deus cruel, invejoso e insuportável. É uma loucura!”, criticou, em Penafiel, numa entrevista à agência Lusa, o Nobel da Literatura de 1998, para quem não existe nada de divino na Bíblia, nem no Corão. Continue lendo ‘“Bíblia é manual de maus costumes”, diz o escritor José Saramago’
Resposta a Nelson: o orgulho da “humildade”
Publicado Outubro 2, 2009 r Rafael Afonso , debate 1 ComentárioMinha opinião sobre a (in)coerência da Bíblia e a (falta de) veracidade dos fatos ali narrados decorre não de uma convicção absoluta de que tudo que está escrito ali é abobrinha, mas tão-somente de uma avaliação racional do que prescreve esse livro. Afinal, eu posso, ou não posso achar um absurdo ou um despautério o que eu leio ou escuto?
Agora, desculpe, eu não vou inverter a ordem natural das coisas e forçar meu cérebro a procurar coerência em algo em que ele, objetivamente, não vê nenhuma. Para isso, é necessário algum tipo de “persuasão” lógico-racional.
Ou seja, não é só dizer algo do tipo: “Não esquenta, PARECE que Deus faz um monte de estupidez só porque a sua cabecinha é limitada e não consegue alcançar as razões dele. Ele sabe o que tá fazendo. Na verdade há uma lógica super-legal-linda-maravilhosa-fantástica-e-cor-de-rosa para justificar toda a violência, genocídio, infanticídio, e barbaridades em geral do Velho testamento, só que você é incapaz de compreender! Conforme-se!”
Dito isto, acho que é despropositado rotular alguém de “orgulhoso” só porque essa pessoa fez juízo de valor sobre o que está escrito em um livro e chegou à conclusão, pautado por critérios eminentemente racionais, que é incoerente o que está ali escrito. Ou será que você acredita em tudo o que lê? Não? Só se estiver na Bíblia, não é?
Dando prosseguimento, eu, como ateu, considero ser perfeitamente possível estar enganado sobre o que eu (não) acredito e, pasmem, até mesmo acho possível (mas altamente improvável) que você esteja certo sobre Deus e a Bíblia!
Você pode dizer o mesmo?
Será que este debate está sendo mesmo travado entre a “humildade” (você) e o “orgulho” (eu)?
Talvez, no geral, eu até seja orgulhoso mesmo, afinal, eu nunca me imaginei como um poço de virtudes, entretanto, no que diz respeito à visão da vida e da existência que adotei, acho que, pelo menos neste ponto, eu me encontro mais próximo do lado da “humildade”.
Por quê? Simples. Além de contemplar a possibilidade de estar errado sobre a inexistência de Deus, eu não considero que faço parte de uma “casta” limitada e privilegiada de indivíduos que acha que, após morrer, será abonada por benesses e regalias em um “paraíso” enquanto todo o resto da humanidade vai “arder” no fogo (ainda que metafórico) de um “inferno”. Em outras palavras, eu não acho que “mereço” nenhunzinho “privilégio” ou “direito” “pós-morte” a mais do que você, ou o Thiago, ou qualquer outra pessoa do mundo, seja ela praticante do cristianismo, judaísmo, islamismo, hinduísmo, budismo, espíritismo, candomblé e etc…
Você pode dizer o mesmo?
É… este debate, definitivamente, não está sendo travado entre a “humildade” (você) e o “orgulho” (eu).
Merece destaque: A resposta de Nelson a Rafael.
Publicado Outubro 1, 2009 r Thiago Soares , debate 2 ComentáriosNelson vulgo @nelsonnews que é o cristão ( logo é a manifestação da humildade), escreveu uma “humilde” resposta para as argumentações que Rafael com grande orgulho e prepotência tentou questionar as “racionais” lógicas de @nelsonnews . Essa resposta você pode conferir no post anterior na parte de comentários, porém achei que merecer um “up” para post e não apenas um comentário.
(com destaque para facilitar a leitura).
Com grande orgulho e prepotência convido a todos para conferir, segue:
Querido,
Discutimos novamente em cima de uma discussão sob a qual eu percebo que só existe uma raiz: o orgulho humano. Portanto, quero brincar de “azul e vermelho” também, só que vou chamar de “orgulho e humildade”, posso?Orgulho: assumir que, ao estudar um dado histórico (ou um livro histórico), um ser humano tem plenas condições de avaliar todas as variáveis que influenciaram a tomada de decisões da história.
Humildade: aceitar que, por mais que uma pessoa queira, o máximo que ela consegue tirar da história é a sua própria interpretação (baseada em dados incompletos), a qual oferece lições que vão dirigir a tomada de decisões da própria vida do indivíduo.Orgulho: assumir que um ser humano pode entender e avaliar o sentido da decisão de qualquer ser humano, ignorando completamente que a própria ciência já prova que as decisões tomadas por uma pessoa são baseadas em informações conscientes e inconscientes que muitas vezes nem a própria tem acesso, quanto mais terceiros.
Humildade: aceitar que, em suas limitações, o máximo que um ser humano pode fazer é observar o mundo ao seu redor, avaliar a própria situação no universo, e tomar as próprias decisões de tal forma que o mesmo não venha minar a própria consciências (a qual a ciência já prova que é determinante para a existência de uma vida “feliz”), adequando-se a tomada de decisões alheias, afinal, por mais que a sociedade tente, uma pessoa tem absolutamente nenhum controle sobre a decisão de outra.Orgulho: assumir que este mesmo ser incapaz de se entender e entender o próximo vai conseguir avaliar se as decisões de um ser “onisciente, onipotente, e onipresente” são coerentes, no triste esforço de auto-convencimento de que o mesmo é perfeitamente capaz de afirmar que, se tivesse esses três poderes nas mãos, definitivamente agiria diferente.
Humildade: aceitar que as limitações do ser humano tornam impossível a compreensão de algumas verdades do universo (dentre as quais se destacam: Deus, origem do universo, etc.), e assumir uma postura de “fé” para acreditar em algo superior, sem o qual o universo e a vida tem absolutamente nenhum sentido.Orgulho: assumir que, pelo simples fato de uma pessoa ou um grupo não conseguir provar a existência (nem a inexistência) de Deus, isso torna qualquer postura de “fé” diante das grandes questões que transcendem as capacidades do raciocínio humano em “incoerências”, as quais contaminam a capacidade humana de diferenciar o bom do ruim, e que esse é a razão de muitas, se não todas, “injustiças” do mundo. Concluindo, portanto, que a fé deve ser combatida.
Humildade: aceitar o fato de que cada pessoa só responde por si, e que o viver não depende do alcance de todas as respostas do universo, mas da escolha diária de tomar decisões que mantenham a nossa consciência limpa em relação a nós mesmos, à sociedade e à esse “ser superior”. Decisões essas que constantemente requerem auto-sacrifício e auto-negação em detrimento do “melhor para o próximo”.Orgulho: ser ateu
Humildade: escolher uma religião que seja baseada em princípios e padrões de comportamento que sejam coerentes com essa visão humilde da vida.Eu escolhi uma, e não posso escolher por vocês…
Por isso, desejo toda a sorte do mundo para vcs, e espero que vocês consigam viver com as suas consciências. E se um dia vocês perceberem que está um pouco “difícil”, eu estarei aqui com toda a disposição do mundo para oferecer um ombro amigo e um ouvido atento. E, naquele momento, prometo que vou fazer meu melhor para que vocês consigam enxergar a mesma esperança de vida que eu encontrei.
Aqui termino meu discurso.
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Eu não sei como você consegue transformar humildade em ignorância.
Humildade é saber que você pode estar errado, e isso a religião limita você.
Um “vermelho e azul” com a resposta do nosso amigo Nelson no último post.
Publicado Outubro 1, 2009 r Rafael Afonso , debate 2 ComentáriosTags: ateismo, debate
Olá!
Vou comentar a resposta deixada pelo Nelson no post anterior utilizando a técnica do vermelho e azul. As falas deles são as vermelhas e as minhas são as azuis. Contudo, antes, queria pedir desculpas ao Nelson por ter entrado sem ser convidado no debate que ta rolando no site com Thiago. Espero não estar atrapalhando. Pois bem, vamos às respostas!
Em primeiro lugar, ser cristão não significa o abandono de qualquer forma de senso crítico ou bom sendo. Veja:
A Bíblia não ensina, em momento nenhum a religiosidade cega, nos quais a simples menção da “Vontade de Deus” pela boca de qualquer “líder religioso” é inquestionável.
Ok, mas o debate não é esse; quanto a isso, não há dúvida. O que seria inquestionável não é o que “sai pela boca de um líder religioso qualquer”, mas a veracidades dos fatos narrados pela própria Bíblia. Essa sim é inquestionável, de acordo com a sua ótica, não?
Ao contrário, a Bíblia ensina que não apenas devemos ponderar sobre essas coisas, mas que também somos livres para não acreditar ou simplesmente escolher não seguir, cientes de que (assim como qualquer decisão na vida) nossas escolhas tem efeito direto na nossa vida.
Que pena que a humanidade demorou tanto tempo para começar a entender a Bíblia dessa forma, não é? Se a “ficha tivesse caído” antes, talvez nós tivéssemos sido poupados de coisas horrorosas como a inquisição… Continue lendo ‘Um “vermelho e azul” com a resposta do nosso amigo Nelson no último post.’
3 – Game Over
Publicado Setembro 30, 2009 r Artigos , Rafael Afonso , Thiago Soares , debate 1 ComentárioEu não consegui entender em qual padrão você estava esperando que eu fizesse o “julgamento” de Deus em relação a Jó.Afinal de contas nem eu nem você somos deuses e temos padrões diferentes do resto da humanidade.
Todos nos por senso comum sabemos que sofrer não é bom, e ser sádico é como já anteriormente expliquei para você, mas que mesmo assim ainda não entendeu, porém vou repetir mais uma vez. Continue lendo ‘3 – Game Over’
Agora vamos para o primeiro ponto que falei a respeito com @nelsonnews .
Comecei falando sobre o livro de Jó, onde falei que era um dos livros mais sádicos da Bíblia.
Sádico -Aquele que sente prazer ao fazer outra pessoa sofrer. Mau, bárbaro, cruel.
Para quem não sabe o livro de Jó é o livro mais velho da Biblia, e nele é contada uma estória que para muito é um grande demonstração de prova de fé, pois aparentemente Javé provou a fidelidade de seu servo Jó, o qual foi fiel até o fim . O enredo gira em torno de uma pequena disputa entre Deus e Satã a respeito da fidelidade de Jó – um simples homens que tinha uma família e era feliz. Continue lendo ‘2 – Reposta para @nelsonnews’
Matar crianças idólatras é certo?
Publicado Setembro 30, 2009 r Artigos , Thiago Soares , debate 5 ComentáriosGostaria de pegar uma parte da conversa com @nelsonnews que é essa resposta que ele me da a respeito do motivo de Deus mandar matar crianças.
Professor, essas “criancinhas” são de povos MUITO idólatras e inimigos de Israel. Além disso, estamos em um contexto d guerra.
Eu me pergunto: Mais que merda é essa? Que tipo de coisa faz um jovem em pleno sec. XXI ter um tipo de pensamento como esse? Religião!
Não estou falando de uma criança dando essa resposta, mas de um homem, que vê televisão, assiti jornal e navega na internet. É por isso que digo que a religião envenena tudo.
Depois cristãos julgam o islã, são tão certos como você que diz que é certo matar por questões religiosas.
Isso me da nojo!!
o restante da conversa vc pode ver no blog de @nelsonnews , caso vc ache que peguei um texto fora do contexto vc pode conferir lá.
http://nelsonquedisse.blogspot.com/2009/09/discutir-biblia-com-um-crente-ateu-da.html